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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Depoimentos de Cidadãos Italianos

Caro leitor,

Para início de conversa, gostaria de fazer um comentário: - O nosso blog está bombando!...rs; realmente, nesta última semana, o número de acessos aumentou muito. E isso devo inteiramente a vocês. Então, desde já, o meu muito obrigada!

Escrevo este novo post, de uma certa forma, dando continuidade ao assunto anterior: seria o momento de vir ou não para a Itália fazer o reconhecimento da cidadania. Mas, dessa vez, resolvi considerar a opinião de quem mais interessa, a dos meus clientes, é claro!

Portanto, este post será em forma de depoimentos. Coletei uma série de deles de pessoas que passaram por aqui, onde elas explicam quais foram os motivos que as levaram a reconhecer a cidadania e falam um pouquinho da experiência delas.

Espero que isso sirva como “injeção de ânimo”para quem ainda está na dúvida!

Tanti baci!
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Depoimento de Filipe Trevisan

"Nossa família, Trevisan, desde alguns anos, sabia que tínhamos descendência italiana, mas obtermos o reconhecimento de cidadania italiana parecia algo impossível para se conseguir aqui no Brasil. Foi então que alguns membros da família começaram a procurar por documentos e pesquisar sobre o processo de cidadania. O motivo principal de obtermos o reconhecimento italiano foi para restaurar a história familiar, e, é claro que, com o reconhecimento, temos algumas regalias (assim como deveres). Por exemplo: ter uma maior facilidade de acesso ao continente europeu, sem necessidade de vistos, problemas com imigração e tudo que atormenta a vida dos brasileiros quando querem ir para a Europa passar férias.

Em 2008, minha prima foi a primeira a obter o reconhecimento da cidadania italiana e, no tempo em que esteve na Itália, fez contato com alguns consultores nesta área. Foi ai que decidimos planejar nossa ida para a Itália e então entrar com o pedido de reconhecimento, juntamente com um consultor para nos auxiliar nas diversas tarefas. No nosso caso, a Kelly foi quem esteve nos ajudando, auxiliando e conduzindo desde o momento que chegamos na Itália. Não é uma tarefa fácil e barata, por isto é preciso ter alguém que tenha experiência, seja confiável e trabalhe legalmente. Para o pessoal que está lendo este depoimento, recomendo a consultoria. Pode até ser um pouco mais caro do que fazer tudo sozinho, mas economiza tempo e muito estresse ao lidar com os italianos dos comuni, questura e outros lugares mais. A experiência de vida durante esse tempo foi boa demais, e conhecer alguns lugares na Itália foi troppo bello!

Filipe Trevisan, 23 anos e 15 meses"

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Depoimento de Celeste Braga

"Nós morávamos na Inglaterra e todos os anos tínhamos que renovar nossos vistos. Uma canseira! Foi quando surgiu a idéia de fazer o reconhecimento da cidadania. Só que voltamos para o Brasil e o tempo foi passando...


Foi quando minha sobrinha se animou e reconheceu a dela. Aí não esperei mais, comecei a correr atrás de todos os documentos e a trilhar o caminho rumo à bela Itália.


Não posso dizer que nossas vidas mudou totalmente com a cidadania, mas que foi uma beleza viajar pela Europa, entrar e sair de 4 países sem sequer um visto, isso foi, hehehe


Eu aconselharia aos descentes de italianos, a fazerem o reconhecimento da cidadania, porque é muito bom voltarmos às raízes dos nossos antepassados e viver este sonho, que creio ter começado no coração deles, o de voltar à pátria amada. Para nós foi muito gostoso o tempo que passamos na Itália, conhecendo essa Toscana tão linda e curtindo tudo, à medida que íamos descobrindo; ex: palavras que na nossa infância eram ouvidas com tanta frequência, maneiras de viver e de vestir dos mais velhos, etc.


Nós recebemos uma assessoria muito boa durante o nosso processo, a qual eu tenho recomendado para tantos amigos e familiares. A Kelly nos orientou em tudo. E ela, o Patrick e os pais dele, acabaram se tornando amigos da nossa casa.


Celeste Braga".

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Depoimento de Dayelly Fusari

"Decidi reconhecer a minha cidadania porque sempre pensei em estudar na Europa e poder viajar tranquilamente pelo território.

Com o reconhecimento, consegui o que pretendia, e é evidente que o tratamento de um europeu ao entrar na Europa, é diferenciado.

Durante o período que estive na Itália, fui asessorada pela Kelly, que me deu total apoio. Posso dizer, um serviço de excelência!

Eu aconselharia a outros descentes a buscar este direito, e de preferência, com a mesma assessora; que me tratou com muito respeito, teve muita disciplina na execução do trabalho e é uma pessoa em que se pode confiar.


Dayelly Fusari, 29 anos"
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Obs: A vocês, que disponibilizaram parte do seu tempo escrevendo os depoimentos, desde já o meu muito obrigada! Não postei todos os que recebi, mas quando houver oportunidade, vou postando outros aqui! Com certeza, todos terão suas experiências postadas!

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Estudos na Europa - Depoimentos de Amigos - Douglas Reis

Oi Pessoal

Depois de alguns dias, volto e o faço com uma contribuição inestimável de um amigo, o Douglas.


O Douglas, irmão da Cris (uma das personagens especiais do primeiro post...rsrs), vive na Inglaterra e escreveu um pouco sobre a experiência dele, na questão estudos, no Reino Unido.


Vale a pena ler, o post está super completo!


Muito obrigada, Douglas! Não tenho palavras para agradecê-lo. Tenho certeza de que o seu depoimento ajudará no planejamento de muitos leitores! Uma das coisas recompensantes da minha profissão é a oportunidade que tenho de conhecer pessoas boas e educadas como você e sua irmã. Valeu! Muito sucesso por aí!


Fonte: http://giftofart.files.wordpress.com/2009/06/londres.jpg
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CONTRIBUICÃO DE DOUGLAS REIS

" Oi Kelly,

Gostei do blog e estou gostando do tipo de informações que você tem colocado nos posts. Muito relevantes.

Falando um pouco do sistema de ensino superior no Reino Unido, em geral segue o que o Pedro já colocou sobre o ECTS (European Credit Transfering System) o que facilita muito a convalidação de estudos de um país para outro, dentro da Comunidade Européia.

Para convalidação de diplomas de ensino superior do Brasil, a coisa é um pouco mais complicada. Pra comecar, você vai precisar de toda documentação da faculdade como diploma, histórico escolar e programa do curso traduzidos por um tradutor juramentado de língua inglesa. Além disso, como no caso da Flavia – minha esposa – que é fisioterapeuta, tem de apresentar um certificado de língua inglesa como IELTS, Cambridge, TOEFL, etc. Ela está agora correndo atrás dessa certificação que, no caso do curso dela, exige uma nota mínima de 7. Já fiquei sabendo que formações em Direito, por exemplo, exigem 7.5 para esse tipo de certificado.


Para graduação, a maioria das universidades exigem o conhecimento da língua Inglesa, através de algum certificado como mencionado anteriormente. Para este fim a exigência é bem menor e sei, por exemplo, que a TVU (Thames Valley University) exige nota 4 para que o aluno possa iniciar o curso preparatório pra ingressar na Universidade.

Agora, o que é muito interessante aqui é o sistema de graduação daqui que há pouco tempo no Brasil comecou a ser utilizado também: graduação continuada ou algo assim. Assim, você pode comecar cursando disciplinas básicas que contam pontos para que você possa tirar um Certificado para determinada área que dura mais ou menos 1 ano. Feito isso, você pode complementar seus estudos com mais créditos, até atingir o suficiente para o Diploma que dura mais 1 ano. Finalmente, você terá que cursar em média mais um ano para que possa ter seu Bacharelado. Claro que esses períodos variam de acordo com o curso, mas, normalmente, o bacharelado aqui se termina em 3 anos.

O Bacharelado aqui tem níveis diferenciados também a saber: primeira classe, segunda classe superior, segunda classe inferior, terceira classe ou classe ordinária ou não classificada, dependendo de seu desempenho durante o curso, e algumas disciplinas contam diretamente para essas classificações. (Mais informacoes sobre o sistema de classificação britânico, clique aqui).

Outra facilidade pra quem quer cursar um curso superior é que existem opções pra quem nunca teve uma formação oficial no primeiro e segundo graus. Alguns cursos e faculdades apenas exigem que você curse um ano preparatório para que tenha um básico geral de diversas disciplinas para, então, poder iniciar seus estudos de formação superior ou mesmo avaliar se o seu conhecimento permite ir adiante. Isso ajuda bastante a classe imigrante que, por muitas vezes, encontra muita dificuldade na equivalência dos estudos dos seus países de origem. É claro que esse tipo de acesso não vai ter para as grandes e tradicionais Universidades como Oxford, Cambridge, Imperial College, etc. que exigem uma aluno mais bem preparado e oficialmente formado nas etapas anteriores de ensino bem como boas indicações, além de um bom suporte financeiro.

Importante tambem é avaliar os custos de uma graduação no Reino Unido. Para residentes do Reino Unido, esses custos são altos, mas nada exorbitante como em muitas faculdades no Brasil. O custo anual está entre 3000 a 4000 libras. Pensando que o salário minimo aqui gera um ganho de 13000 libra ao ano, acho um valor mais justo do que temos no Brasil. Porém, um problema que já pude observar aqui é que existem pouquíssimos cursos de graduação noturno, o que impossibilita um estudante universitário de trabalhar para pagar seus estudos. O mais comum aqui é o estudante usar do crédito do governo e pagar depois de formado.

Um alternativa que funciona bem aqui e que tem bastante aceitação no mercado é o ensino a distância, onde você se matricula, faz os trabalhos e até provas como numa Universidade comum mas tudo a distância, online. Isso está ainda comecando no Brasil e não tem ainda a credibilidade que tem aqui. Você pode se organizar e fazer as suas horas de estudos de acordo com a sua rotina diária e assim continuar trabalhando. Existem diversas Universidades físicas que oferecem esse tipo de curso e o diploma tem a mesma validade do que teria o curso presencial. Mesmo fazendo esse tipo de curso, você pode ir até a faculdade pra visitar a biblioteca ou mesmo tirar dúvidas com seu tutor o qual você pode acessar por email ou telefone também. Duas boas referências para esse tipo de curso: Open University e ICS.

Outra complicação é que, legalmente, para ser considerado um residente no Reino Unido, precisa estar vivendo aqui pelo menos nos últimos 3 anos. Além disso, as Universidades aceitam que esses últimos 3 anos tenham sido resididos em qualquer país pertencente a Comunidade Européia. Mas é claro que isso exige comprovação. Algumas faculdades, apesar dessa exigência, acabam fechando os olhos daqui, somente exigindo que você comprove sua atual residencia no Reino Unido. No caso de não ser possível a comprovação de residência e, sendo exigida, a taxa cobrada será como a de qualquer outro estudante internacional - normalmente é mais de 3 vezes o valor praticado para um residente mesmo que se tenha um Passaporte Europeu.

Um bom ponto de partida pra quem quer estudar no Reino Unido é o British Council.

Alguns links interessantes como referência para outros pontos abordados no texto:

IETLS - clique aqui.
Cambridge Certificate - clique aqui.
TOEFL - clique aqui.
Página do Governo sobre Educação Superior no Reino Unido - clique aqui.

Qualquer dúvida é só falar,

Beijão e sucesso

Douglas"

Comentário final: eu não disse que o post estava demais? Sucesso sempre, Douglas!




domingo, 18 de abril de 2010

Estudos na Europa – Depoimentos de Amigos - Pedro Pompeu

Havia prometido postar, nesta ocasião, o “Passo a Passo para o Reconhecimento da Cidadania Italiana”, mas, como o nosso sucesso tem sido tão grande, começaram a chegar as primeiras contribuições de leitores, ex clientes, para o nosso blog.

Sendo assim, resolvi inverter um pouco a ordem e ceder o espaço a eles , por se tratar de um assunto que interessa a várias pessoas: estudar aqui na Europa!!!


Fonte da foto: http://www.eurocid.pt/pls/wsd/docs/F16070/2006_cidadania_dt.jpg

O Pedrão, lá de Barcelona, mandou um esclarecimento bem legal de como funciona o sistema de estudos europeu, que lhe possibilita, por exemplo, fazer uma pós num país da União Européia e trabalhar tranquilamente no outro, com reconhecimento automático do seu título de estudos.

Pedrão, tanti grazie!!! :-)


Além disso, o Gerson - outro amigo - disse que, quando tiver um tempinho, falará também sobre o assunto. Ele
discorrerá sobre como o fato de possuir o passaporte italiano contribuiu para que ele pudesse se inscrever em uma Universidade Italiana e prosseguir com os seus estudos por aqui. Gerson, aguardamos ansiosos! Bom saber que esteja ocupado. Isso é apenas fruto da sua conduta!

Caso haja mais alguém que tenha algo a acrescentar sobre este assunto, favor me escreva, pois, mais na frente, volto a falar sobre o tema.


E já que o assunto é estudo, deixo aqui uma DICA:


Quem tiver a intenção de vir reconhecer a cidadania e ficar para estudar, é recomendável fazer a tradução dos documentos escolares - normalmente o consulado orienta quais são - e levar ao setor de estudos da sua jurisdiçao consular. Eles emitirão um certicado, onde atestam que você concluiu o nível superior no Brasil. No meu caso, fiz todo este trâmite pelo consulado do RJ e precisei traduzir meu diploma e meu histórico escolar.Isso acabou me ajudando quando me inscrevi em um Master na Universidade de Pisa.

Fonte: Università di Pisa
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CONTRIBUICÃO DE PEDRO POMPEU CORREA


Kelly a minha contribuição vai aqui,

O sistema de educação europeu vem passando por mudanças que sigam os objetivos da União Européia que é o de facilitar a mobilidade entre os estados membros e o de fortalacer a investigação, pesquisa e desenvolvimento de tecnologias.


Atualmente, o sistema presente na maior parte da Universidades Européias é o do Tratado de Bolonha. Esse tratado tem por objetivo criar um currículo europeu de carreiras universitárias para que um cidadão Italiano possa continuar seus estudos na França ou um cidadão Espanhol possa continuar seus estudos na Alemanha, por exemplo.


Portanto, agora a unidade de estudos europea é o ECTS (European Credit Transfering System) que permite que se possa fazer um grau em Eng Civil na Espanha e fazer um Master na Itália sem precisar convalidar os estudos.

Um esquema de como está estruturado o sistema de educação europeu atualmente está na web page da Universitat Politécnica de Catalunya (clique aqui), mas de qualquer forma consta de três bloques básicos:
1 - Grau - Formação Superior (5 anos de duração e 240 ECTS)
2 - Master - Mestre (2 anos de duração e 120 ECTS)

3 - Doutorado - Doutor (4-5 anos de duração 360 ECTS)
Outra coisa interessante é a criação de um Currículo Europeu, o chamado EuroPass, que é um documento que pode ser preenchido no própio site ou no seu computador é serve de padrão para gerar curriculos vitae dentro do espaço europeu.

Além do Europass existe o passaporte de línguas que é um documento escrito pelo interessado que consta das habilidades linguísticas do cidadão.


Bom acho que com isso tem um pouco de informação que possa escrever sobre o sistema de educação europeu.

Grande Abraço

Pedro Pompeu Correa



Comentário final: Pedro, muito obrigada, novamente! Sucesso na sua vida! Percebo que continua o de sempre: em busca dos seus objetivos, com muita disciplina! É isso aí!




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