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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Reconhecer ou Não a Cidadania Agora

Em face da crise no continente europeu, muitas pessoas me perguntam se é o momento para reconhecer a cidadania italiana. Para os que almejam emigrar do Brasil, um passaporte vermelho já não é sinônimo de emprego garantido e em condições melhores do que no país de origem. Medidas austeras têm sido tomadas por aqui - de retenção de gastos públicos principalmente - e isso dá uma segurada no crescimento, geração de emprego, aumento de renda. A situação vigente realmente não é convidativa para imigrantes que visam construir riqueza, de um modo geral. Pode ser que dê certo, para certos segmentos, mas o cenário não ajuda. Seria inconseqüente, da minha parte, dizer o contrário. Há, no entanto, outros fatores a analisar.


Em termos sentimentais, digamos, o reconhecimento da cidadania é algo único para a maioria dos que buscam esse feito. Presencio, dia a dia, a felicidade do pessoal ao ser transcrito cidadão italiano. Muitos, minutos depois, já estão ligando para o Brasil para avisar que deu certo. Fico imaginando: possivelmente era assim no passado, guardando as devidas limitações, claro. Os imigrantes italianos deviam mandar cartas, logo que pudessem, à Itália. Sim, estava tudo bem, tinham chegado.


Outro ponto a ser citado é o custo. O Euro está desvalorizado e isso diminui o custo do processo e o de se estar na Europa. O pessoal vem e fica mais satisfeito por, além de conseguir o documento, poder consumir o que o continente tem de bom. E são muitas coisas. Passeios turísticos, shows, gastronomia, vinhos. Afora as roupas, perfumes, cremes, óculos, relógios, bolsas, etc. Os ítalo-brasileiros são muito italianos neste quesito. Adoram um consumo! :) Logo, o peso do Real e da crise (precos mais baixos) contam a favor. Com um pouco de planejamento, é possível viajar, aprender, consumir e reconhecer a cidadania que pode ser muito útil, sendo prática.


Para quem quer estudar, por exemplo, é uma beleza. Aqui na Europa estão muitas das melhores universidades do mundo e um cidadão europeu tem acesso a elas. O conhecimento de outras línguas, culturas e habilidades fica verossímil. Para fazer negócios também é positivo. O leque de oportunidades aumenta. Já vi casos onde a pessoa vive entre dois ou mais países e tem empresas em ambos os lugares. Menos burocracia para isso e também para quando se viaja. Além de a Europa estar de portas abertas, há muitos países, fora da Europa, que têm melhores acordos com a União Européia do que com o Brasil. Os EUA, por exemplo.


Então gente, poderia passar linhas e linhas escrevendo, mas prefiro resumir. Na verdade, depende do plano de cada um. Compensa ou não vir para cada um, mas o que sei é o seguinte: o reconhecimento está mais acessível e a Europa, apesar da quebradeira, ainda tem muito a oferecer de bom. É um continente muito antigo, com vários ... vários, predicados, afora a experiência que dispensa palavras.


Espero ter ajudado!

terça-feira, 21 de junho de 2011

Imigração Italiana e o Caso Battisti

O caso Battisti vem sendo largamente discutido nos últimos dias em decorrência da decisão do Supremo Brasileiro. No dia 08 de Junho, foi negado o pedido de extradição do ex-ativista pela segunda vez - o ex presidente Lula já tinha rejeitado tal solicitação ano passado. Resultado? Um certo desconforto diplomático entre Brasil e Itália.



Segundo os italianos, ao negar a extradição de Battisti, o Brasil quebra algumas regras vigentes em acordos bilaterais entre os dois países. Para eles, é fundamental que uma pessoa acusada de três assassinatos seja julgada onde teria cometido tais atos e, por isso, apelarão para o Tribunal de Haia. Realmente, a questão não agradou, mas nem por isso os brasileiros devem se desesperar.


Ultimamente, muitos clientes têm me questionado se esse ocorrido não pode prejudicá-los na imigração italiana e eu até entendo a preocupação, mas fiquem tranquilos. Uma coisa não tem nada a ver com a outra e não existe nenhum tipo de retaliação neste sentido, o que nem seria pertinente, aliás.O reconhecimento da cidadania italiana é um direito. O descendente nasce italiano. O ato de vir para a Itália é apenas um reconhecimento deste status. Se a documentação estiver certinha e o viajante tiver tudo planejado, não há o que temer.



Portanto, aproveitem que o Euro está barato e venham já para cá! A Itália é um país lindo e este contratempo não trará maiores danos à relacão secular Brasil e Itália!

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Tudo o que Você Deve Saber sobre Legalização e Documentação

Pessoal, tenho recebido vários emails de pessoas que estão organizando a documentação a ser levada ao consulado para legalização.


Normalmente, apresentam as mais diferentes dúvidas sobre como proceder nesta etapa do processo, as quais consistem, basicamente, no seguinte:


  • 1)Quais os documentos devem ser levados para legalização?
  • 2)Qual a data da emissão de tais documentos?
  • 3)As certidões devem ou não ser de inteiro teor?
  • 4)Posso utlizar cópias de documentos?
  • 5)Quando devo enviar os documentos para serem legalizados no Ministério das Relações Exteriores?


O processo, de uma forma simples e comum a todos os consulados, seria o seguinte:


Primeiramente, deve-se solicitar ao comune na Itália a certidão de nascimento (e casamento se for o caso) do seu antenato italiano - ascendente que nasceu na Itália. Posteriormente, deve ser solicitados em cartórios no Brasil as certidões de nascimento, casamento e óbitos, quando necessários, dos descendentes do italiano.


Prefira sempre certidões de inteiro teor, para evitar problemas durante a legalização e durante o processo de reconhecimento de cidadania aqui na Itália.


Quanto à data da emissão dos documentos, percebi uma coisa interessante: isso pode variar de consulado para consulado. Já li que tem consulado que aceita documentos emitidos há até 05 anos atrás. Já, em outros, a exigência seria de 01 ano.


Uma vez reunidos os documentos, somente as certidões brasileiras devem ser encaminhadas para o Ministério das Relações Exteriores a fim de que possam ser legalizadas.Tal ministério apresenta várias denominações no território nacional. Pode ser o ERESP (São Paulo), EREMINAS (Minas Gerais), ERESUL (Rio Grande do Sul) e assim por diante.


Concluída essa outra parte, os seus documentos devem ser encaminhados para um tradutor juramentado. E, tradução, feita, já estão prontos para serem legalizados.

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Vale lembrar que:


1) Os consulados no Brasil apresentam diferentes métodos de legalização. Alguns exigem um agendamento on line. Já outros legalizam, mediante apresentação de documentos. Portanto, procure informar-se para saber qual seria o seu caso.


2) Tem consulado que está fazendo o agendamento para 2019! Sendo assim, antes de organizar documentos, pagar tradutor e etc, informe-se para saber qual seria o seu caso. Caso o contrário, estará correndo o risco de arcar com custos desnecessários - as certidões podem "vencer", em alguns casos, por exemplo.


3) Grande parte dos comuni aqui na Itália se baseiam na circular K 28 dell Ministero dell Interno para fazer o reconhecimento de cidadania. Por isso, não usam o óbito, salvo algumas situações específicas. Entretanto, já houve casos em que o consulado consulado não quislegalizar os documentos por falta dos óbitos. Assim, antes de levar os documentos para serem legalizados, veja bem qual seria o seu caso!


4) A CNN (Certidão Negativa de Naturalização) também deve ser enviada para o Ministério das Relações Exteriores, para ser validada juntamente com as outras certidões. Embora, não seja necessário o reconhecimento de firma, o próprio site do ministério autentica a firma, quando esta certidão é emitida. E é lógico, posteriormente, a mesma deve ser traduzida e legalizada pelo consulado, com os demais documentos.


Somente relembrando, a CNN deve conter todas as variações de nome que o italiano teve ao longo da vida. Já escrevemos sobre isso aqui, mas, de todas as formas, clique aqui para acessar o site do Ministério da Justiça, onde a mesma pode ser requerida.


5) Pedi para incluir as certidões do antenato italiano no processo porque muitos consulados exigem que elas estejam anexadas no processo, na hora da legalização.


6) Todas as certidões brasileiras devem conter o reconhecimento das firmas dos respectivos tabelionatos da sua jurisdição consular.

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Finalizando, tenho visto que alguns consulados têm se democratizado, no sentido de facilitar o acesso à informação, e que os seus sites estão cada vez mais simples e organizados.


Seguem os links dos Consulados Italianos no Brasil, onde orientam como funciona a questão da legalização.


Vale a pena dar uma olhada, antes de sair por aí dando cabeçada!!




Notem que, nesta jurisdição consular, os documentos não necessitam serem previamente legalizados pelo Eresul.



  • Consulado da Itália em São Paulo;


Infelizmente, não encontrei nada sobre a legalização. Dizem os conhecedores do assunto que estão agendando somente para 2019. Aconselho encaminhar email para urp.sanpaolo@esteri.it, para solicitar informações a respeito.


  • Consulado da Itália em Recife;


Também não encontrei informações bem claras no site, então fica a dica de, em caso de dúvidas, enviar email para: consolato.recife@esteri.it ou telefonar para o +55-81-3466.4200 e pedir para falar no setor de legalizações.


Vi um roteiro de como solicitar a cidadania pelo Consulado. Nele, consta como devem ser as certidões. Provavelmente, são as que eles aceitam para legalizações. Clique aqui para visualizar tal roteiro.



  • Embaixada da Itália em Brasília.


O site estava fora do ar. Quando voltar, passo o link para vocês.


Vou ficando por aqui, o post saiu maior do que previa, mas espero ter ajudado!

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Depoimentos de Cidadãos Italianos

Caro leitor,

Para início de conversa, gostaria de fazer um comentário: - O nosso blog está bombando!...rs; realmente, nesta última semana, o número de acessos aumentou muito. E isso devo inteiramente a vocês. Então, desde já, o meu muito obrigada!

Escrevo este novo post, de uma certa forma, dando continuidade ao assunto anterior: seria o momento de vir ou não para a Itália fazer o reconhecimento da cidadania. Mas, dessa vez, resolvi considerar a opinião de quem mais interessa, a dos meus clientes, é claro!

Portanto, este post será em forma de depoimentos. Coletei uma série de deles de pessoas que passaram por aqui, onde elas explicam quais foram os motivos que as levaram a reconhecer a cidadania e falam um pouquinho da experiência delas.

Espero que isso sirva como “injeção de ânimo”para quem ainda está na dúvida!

Tanti baci!
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Depoimento de Filipe Trevisan

"Nossa família, Trevisan, desde alguns anos, sabia que tínhamos descendência italiana, mas obtermos o reconhecimento de cidadania italiana parecia algo impossível para se conseguir aqui no Brasil. Foi então que alguns membros da família começaram a procurar por documentos e pesquisar sobre o processo de cidadania. O motivo principal de obtermos o reconhecimento italiano foi para restaurar a história familiar, e, é claro que, com o reconhecimento, temos algumas regalias (assim como deveres). Por exemplo: ter uma maior facilidade de acesso ao continente europeu, sem necessidade de vistos, problemas com imigração e tudo que atormenta a vida dos brasileiros quando querem ir para a Europa passar férias.

Em 2008, minha prima foi a primeira a obter o reconhecimento da cidadania italiana e, no tempo em que esteve na Itália, fez contato com alguns consultores nesta área. Foi ai que decidimos planejar nossa ida para a Itália e então entrar com o pedido de reconhecimento, juntamente com um consultor para nos auxiliar nas diversas tarefas. No nosso caso, a Kelly foi quem esteve nos ajudando, auxiliando e conduzindo desde o momento que chegamos na Itália. Não é uma tarefa fácil e barata, por isto é preciso ter alguém que tenha experiência, seja confiável e trabalhe legalmente. Para o pessoal que está lendo este depoimento, recomendo a consultoria. Pode até ser um pouco mais caro do que fazer tudo sozinho, mas economiza tempo e muito estresse ao lidar com os italianos dos comuni, questura e outros lugares mais. A experiência de vida durante esse tempo foi boa demais, e conhecer alguns lugares na Itália foi troppo bello!

Filipe Trevisan, 23 anos e 15 meses"

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Depoimento de Celeste Braga

"Nós morávamos na Inglaterra e todos os anos tínhamos que renovar nossos vistos. Uma canseira! Foi quando surgiu a idéia de fazer o reconhecimento da cidadania. Só que voltamos para o Brasil e o tempo foi passando...


Foi quando minha sobrinha se animou e reconheceu a dela. Aí não esperei mais, comecei a correr atrás de todos os documentos e a trilhar o caminho rumo à bela Itália.


Não posso dizer que nossas vidas mudou totalmente com a cidadania, mas que foi uma beleza viajar pela Europa, entrar e sair de 4 países sem sequer um visto, isso foi, hehehe


Eu aconselharia aos descentes de italianos, a fazerem o reconhecimento da cidadania, porque é muito bom voltarmos às raízes dos nossos antepassados e viver este sonho, que creio ter começado no coração deles, o de voltar à pátria amada. Para nós foi muito gostoso o tempo que passamos na Itália, conhecendo essa Toscana tão linda e curtindo tudo, à medida que íamos descobrindo; ex: palavras que na nossa infância eram ouvidas com tanta frequência, maneiras de viver e de vestir dos mais velhos, etc.


Nós recebemos uma assessoria muito boa durante o nosso processo, a qual eu tenho recomendado para tantos amigos e familiares. A Kelly nos orientou em tudo. E ela, o Patrick e os pais dele, acabaram se tornando amigos da nossa casa.


Celeste Braga".

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Depoimento de Dayelly Fusari

"Decidi reconhecer a minha cidadania porque sempre pensei em estudar na Europa e poder viajar tranquilamente pelo território.

Com o reconhecimento, consegui o que pretendia, e é evidente que o tratamento de um europeu ao entrar na Europa, é diferenciado.

Durante o período que estive na Itália, fui asessorada pela Kelly, que me deu total apoio. Posso dizer, um serviço de excelência!

Eu aconselharia a outros descentes a buscar este direito, e de preferência, com a mesma assessora; que me tratou com muito respeito, teve muita disciplina na execução do trabalho e é uma pessoa em que se pode confiar.


Dayelly Fusari, 29 anos"
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Obs: A vocês, que disponibilizaram parte do seu tempo escrevendo os depoimentos, desde já o meu muito obrigada! Não postei todos os que recebi, mas quando houver oportunidade, vou postando outros aqui! Com certeza, todos terão suas experiências postadas!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Seria o Momento de Ir para a Itália Reconhecer a Minha Cidadania?

Escrevo este post pensando em uma amiga que ainda tem dúvidas se opta por fazer ou não o reconhecimento da cidadania de seus filhos.


A sua dúvida é a de muitos neste momento. Com os rumores de uma Europa em crise e “teoricamente” sem tantas perspectivas de trabalho, quem está numa situação economica privilegiada no Brasil sempre se questiona se obter o reconhecimento da cidadania na Itália seria uma boa opção.


Sem querer ser tendenciosa, acredito que o fato de se ter uma outra cidadania, consista sempre em vantagens. Que me desculpem os do movimento eu quero somente voltar as minhas origens, porque sei que muitos de vocês lutam e também lutaram por este reconhecimento por muito mais questões pessoais e sentimentais, que motivos econômicos. Portanto, deixo claro: - respeito muito isso!


Mas, expressando-me de forma objetiva, é evidente que o fato de você haver uma outra nacionalidade, neste caso italiana, lhe traga um mundo de oportunidades. Sendo prática e falando do cotidiano, por exemplo, um italiano poderá usufruir do sistema de ensino europeu a preços muito mais convidadivos que um brasileiro e este sistema de benefícios se estende a uma ampla rede de outros serviços, que, no Brasil desembolsaríamos uma fortuna para se obter. Uma exemplo é a questão da saúde. Isso porque, embora o Brasil esteja em crescimento econômico, ele ainda não apresenta o sistema social tão desenvolvido quanto o Europeu.


Portanto, não creio que essa seja uma decisão que se deva tomar baseando-se no curto prazo. Até porque, a Europa realmente passou por uma crise, que já teve momentos piores, mas isso não significa que os governos “estejam parados” esperando o mundo acabar.


Hoje mesmo estava lendo no “Corriere della Sera” que o governo reinicia o plano para alavancar a economia. Escândalos sobre a vida pessoal do Berlusconi a parte, existe sim uma tentativa de melhorar os indíces econômicos - tanto da parte do governo, quanto de outras instituições. Por exemplo, anuncia-se a acelaração de obras públicas e programas de apoio à pequenas e médias empresas, no valor de um bilhão de euros. E convém ressalvar que programas como estes estão acontecendo também em outros países da União Européia. Então, é dar tempo ao tempo para os resultados aparecerem.


Sintetizando, caro leitor, ao optar por fazer a sua cidadania na Itália não pense somente no curto prazo e não creio que deva considerar somente aspectos econômicos. A Europa tem um patrimonio cultural de valor inestimável, escolas de qualidade e um ótimo sistema de welfare.


Aqui seria o lugar ideal para se fazer uma pós ou até mesmo uma faculdade, e e em outra língua, é claro. Isso é bem enriquecedor para o curriculum de qualquer um.Vocês não acham?

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Entrevista - Jordani Rebeschini

Hoje começamos um segmento novo no nosso blog, o de entrevistas! Periodicamente, tentaremos trazer para o nosso espaço as experiências e percepcões de pessoas queridas que passaram por nós e que já venceram a etapa do Reconhecimento da Cidadania Italiana.


Abaixo, transcrevo as palavras de Jordani Rebeschini, uma pessoa focada e amiga, que tivemos o prazer de atender e de conviver. Espero que suas colocacões estimulem e guiem quem esteja ainda em busca do reconhecimento.


Obrigada, Jordani! Que todos os seus projetos se concretizem! Você merece...


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ENTREVISTANDO JORDANI REBESCHINI

Jordani Rebeschini no momento oficial do Reconhecimento da Cidadania Italiana.



1-O que o motivou a buscar o reconhecimento da cidadania italiana?


Sempre é bom ter a cidadania européia, seja pela busca de oportunidades profissionais, por comodidade já que na maioria dos países não é exigido visto especial para europeus, ou simplesmente pela busca da identidade dos ascendentes “ed essere un cittadino europeo”.



2-Qual foi a fase mais complicada do processo?


Sem sombra de dúvida foi a espera da non rinuncia. Como nasci no Paraná e todos os meus ascendentes no Rio Grande do Sul, mas moro no Rio de Janeiro, tinha que esperar a resposta de vários consulados. E pra ajudar, o Rio demorou muito para dar a resposta. Isso foi angustiante!



3-O que mais lhe marcou na sua experiência na Itália?


A espera pelo vigile... Ficar um mês numa pequena cidade italiana na Toscana foi show de bola! Conhecer a cultura, tomar uma taça de chianti sempre que possível, ver a cidade deserta na hora da siesta , aprender um pouco de italiano, escutar Ciao toda hora, foi muito gostoso! Embora a espera pelo vigile no começo seja um pouco chata e metódica, dá para aproveitar! Não há como não gostar da Toscana, da Itália!



4-Quais as perspectivas que tem daqui para a frente, já que é um cidadão italiano reconhecido?


Ainda estou “digerindo” tudo isso. Mas há planos de estudo, trabalhos, viagens, etc. Mas agora são planos com reais possibilidades. Entretanto, tudo na vida depende de uma série de ponderações e fatores. Mas a cidadania abre uma vasta gama de alternativas. E também quero aprender italiano de uma vez por todas!



5-Tem alguma mensagem para deixar a quem esteja ainda em busca e, por algum motivo, esteja desestimulado?


Vale à pena investir nisso... Considerando que você optou por um bom profissional, com casos de sucesso no passado, não há o que perder, você só tem a ganhar: desde uma bela viagem, cheia de cultura, comidas típicas, pessoas bonitas, finalizando com um passaporte cor “chianti” . Ciao! :-)

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Meu Primeiro Post - Um Recomeço

Estava aqui pensando como seria escrever um blog, que é algo que tem elementos bastante pessoais, sem cair nas “primeiras pessoas da vida”. Quando digo primeira pessoa, não me refiro à gramática, mas ao fato de me tornar um personagem, de ser eu e o que acontece na minha vida o tema a ser escrito. Confesso que este tipo de situação me coloca um pouco em embaraço. Então amigos, vou tentar evitar isso sempre que puder.

Tenho a intenção de criar este espaço com uma cara diferente. Definiria como um ponto de encontro, como a sala da minha casa por exemplo, onde se trocam idéias, não como um diário pessoal. Pretendo ser o mais eclética possível, abordando vários assuntos relacionados à vida na Itália, tais como: estudo, cultura, gastronomia, economia e política. E quero falar principalmente de
RECONHECIMENTO DE CIDADANIA ITALIANA NA ITÁLIA, uma vez que acredito ser o assunto que mais nos une.

Portanto, convido a todos a fazerem parte deste espaço! Quando digo todos, faço referência tanto aos meus ex clientes/atuais clientes, quanto às pessoas que estão aí no Brasil, organizando os documentos para dar entrada no seu processo.

Baseado na experiência que tive e tenho com os meus clientes, que ao longo destes mais de 02 anos de trabalho se tornaram amigos, posso afirmar que cada prática apresenta uma singularidade e portanto, há muito o que se aprender com a experiência de quem já viveu a situacão.

Da mesma forma, quem ainda não veio para a Itália, há bastante o que agregar. A montagem do processo – busca de certidões, retificacão e legalizacão – é bastante trabalhosa. Tenho certeza que há muito a contar sobre esta primeira etapa.


Sendo assim, se tiverem algo interessante que possa ajudar a quem está em busca do reconhecimento da cidadania e queiram postar, envie ao: kelqueiroz@yahoo.com.br


Como esclarecimento: fatos que envolvam clientes somente serão escritos com a expressa autorização dos mesmos. A intenção é a de sempre - ajudar a quem está atrás do processo de reconhecimento de cidadania, respeitando, claro, sempre a lei da privacidade.


Agora, saindo do meu conceito de primeira pessoa, vamos aos fatos:


Há alguns meses ...


... o telefone tocou, na época em que a AGENZIA BRASILEINITALIA, representada, por euzinha, tinha uma parceria com uma outra agência. Nesta ocasião, nos foi enviado um cliente: CLAUDIO MARIOTO.

Como normalmente fazemos, buscamos o cliente na estação, o auxiliamos para que tenha uma ótima estadia e comecamos os trâmites para o reconhecimento da cidadania italiana.Estava lá o meu grande amigo hoje, super simpático, com os documentos traduzidos, com as devidas retificações e legalizações. Enfim, tudo em ordem para prosseguimos com a entrada da prática dele no comune.

Processo correndo super bem, foi pedida a non rinuncia e eis que surge um fato novo.

O consulado em questão nos advertiu que o pedido de reconhecimento de cidadania era privo de fundamento, já que não se aceitava mais Certidões de Nascimento de emissão tardia.

Certidão tardia, o que é isso? É aquela certidão que é emitida com processo, por via judicial. Neste caso, por exemplo, o filho do italiano que emigrou para o Brasil não teria sido registrado na época e de acordo com a lei brasileira esse registro poderia ser feito agora.

Como diria a minha SOBRINHA, “choquei”!!! Até o ano passado, isso era uma prática comum. Agora teria mudado?

Mas, conversando com um e com outro, esta história tomou um rumo bastante diferente. Por curiosidade, resolvi ligar no comune onde nasceu o antenato do Claúdio e o que eu descubro: - não precisávamos mais de nenhuma certidão tardia!!! A certidão estava lá!

Quando o Claúdio, anos atrás, tinha feito o pedido da certidão ao comune, eles não tinham conseguido encontrá-la porque a pessoa em questão tinha sido registrada anos depois da data do seu verdadeiro nascimento. PRATICAMENTE UM MILAGRE! Com a certidão, o problema teria sido resolvido, ao menos para o Claúdio.

E quanto a questão da aceitação ou não de certidão tardia? Um assunto a sofismar. A posição mais firme que recebi até agora é que isso geraria um processo, com tribunal aqui na Itália. Estou acompanhando uma outra história sobre o assunto e quando tudo se resolver, volto aqui e conto o resultado.

Bom, burocracia resolvida, houve um outro elemento que me comoveu nesta história, uma vez que, encontrando a certidão, tivemos acesso a verdadeira história do antenato do Claúdio, escrita num livro de registro civil. Por um momento me vieram em mente as cenas da novela TERRA NOSTRA ...rs (Somente um adendo, não sou noveleira, mas neste caso novela também é cultura, tá!). Nesta, especificamente, muitas vezes foi mostrada - a maneira da rede Globo, claro! - a dura realidade dos italianos que emigraram para o Brasil no final do séc XIX e no início do século XX.

PARA RECORDAR:

Fonte da Foto: http://www.consciencia.net/wp-content/uploads/ImigracaoItaliana2.gif

Essa dura realidade desta vez saiu da ficção e estava nas minhas mãos em formato de cópia do registro do livro de nascimento de Domenico Marioto, que merece todo o meu respeito e admiração. Enquanto a sua família - como tantas outras, a bordo do vapor francês La Bretagne - emigrava para o Brasil, fugindo da guerra e dos problemas econômicos, Domenico nasce. Nasceu em solo francês quando passavam por Marselha, portanto teria sido registrado por lá.


Cópia Registro - Domenico:



Foi o governo francês, que alguns anos depois, avisou o “stato civile” italiano do nascimento de Domenico.


Não penso que seja necessário dizer mais alguma coisa. Aliás, se a Re Pestana estivesse aqui, ela iria dizer: - UM MINUTO DE SILÊNCIO PARA OS QUE TIVERAM BISAVÔ QUE NASCEU NO NAVIO, mas em território francês, é claro..KKKK

Mas brincadeiras a parte e tratando o assunto com um pouquinho mais de seriedade, a vida dessa povo era dura mesmo!!! E são a eles que dedico o meu primeiro post.

Pessoal, não resisti!!! Achei este filme no youtube, foi editado por um italiano, com cenas da novela TERRA NOSTRA, que também foi sucesso aqui na Itália. Resolvi postar, porque acho que ilustra muito bem a estória dessa povo e para quem gosta de novelas, aproveite para matar a saudade.





E a você Claúdio, grazie mille, por permitir que a sua história fosse divulgada!!!



Cris, Kel e Cláudio


Comentário: mundo pequeno este! Na minha busca, também descobri que o antenato italiano do Claúdio Marioto nascido no comune de Noventa di Piave foi praticamente vizinho do antenato italiano da Cristina Vivan, nascido em San Donà de Piave. Ela também está aqui na Itália hoje, sendo assessorada por mim na sua prática de reconhecimento de cidadania. Enfim, os dois que hoje não se desgrudam, encontraram no passado algo em comun. É, são as “coincidências” da vida...

CURIOSIDADE: A CARA DA IMIGRAÇÃO ITALIANA NO BRASIL

Fonte: Wikipedia



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