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domingo, 21 de julho de 2013

Sob o Sol da Toscana - Versão Mar





Quem não se recorda do filme Sob o Sol da Toscana?! Aquelas paisagens bucólicas, lindos campos de girassóis e a atriz americana que, depois de romper com o  “marido em potencial”, encontra o amor da sua vida, bem “alla italiana”.

Hoje  vou falar um pouco da Toscana. Nesse caso, digamos que o nome do filme seria outro: Sob o Sol da Toscana- Versão Mar. Para quem pensa que lugar de praia é Ipanema e Copacabana, não sabe o que está perdendo. Tem lugares maravilhosos também por aqui.


No final do mês de Maio, o sol começa a “dar as caras” de verdade, a paisagem vai se transformando e, pouco a pouco, o canteiro de flores vão nascendo na beira da estrada. Até o humor das pessoas muda. E, o melhor. Junho passa rapidinho. Daqui a pouco é Julho e lá vem Agosto, o ápice do verão.

Os casacos de frio são trocados por costumes de banho e a transformação trazida pelo sol está estampada no rosto das pessoas. Trabalhar fica mais leve e se passa a agradecer a Deus por poder se viver em um lugar tão lindo. 




É aqui, “Sob o Sol da Toscana”, que desenvolvo o meu trabalho com cidadanias. Na “Costa Etrusca”, cortada pela “Estrada do vinho”, onde é produzido um dos vinhos mais badalados da atualidade: - o Sassicaia. Pedaço de terra banhado por este maravilhoso mediterrâneo, abraçado pelas montanhas e premiado pela rica gastronomia.

Aberta a temporada do sol, o silêncio é substituido pelo barulho das festas noturnas. Passar um dia em um *“bagno” como “Il verde riviera", do meu amigo Lucca,  vira programão. Para os “low profiles” o dia pode ser finalizado com um saboroso “Risotto di Mare” regado a um vinho de excelente qualidade. Para os que querem mais que um simples jantar, a noite promete! Você pode escolher um “pub” para fazer um aperitivo com os amigos ou senão umas das discotecas locais para dar uma esticada. Temos “Disco Verde Riviera”, na Sexta, e a “Astragalo2" do casal mais que gente boa Marcelo Gucci e Regina Gucci, no Sábado.

E, se depois de um dia de mar na costa Livornesa ainda sobrar disposição, ainda existe a opção de deslocar-se por 40 minutos de carro  para curtir a noite de Viareggio. Conhecida pela diversidade de restaurantes, bares e discotecas para curtir o Verão.

Nao é por acaso que muitos clientes têm escolhido esta época do ano para vir reconhecer a cidadania. Por ser um período de alta temporada e os aluguéis custarem um pouco mais, isso acaba incidindo de alguma forma no preço do processo. Entretanto, é uma combinação perfeita para quem deseja ter a cidadania reconhecida e fazer turismo ao mesmo tempo. Passaporte na mão e diversão garantida, com certeza. :-)

*bagno - espécie de praia privada, com direito a guarda-sol, cadeira de praia e serviço de bar (custo de 05 a 10 euros/dia).

Alice Marotta e Paola Marotta, muito obrigada pelas fotos. Você foram muito gentis. Elas deram cor ao post. Adorei! 

domingo, 11 de março de 2012

Os Ítalo-Descendentes e o Amor pela Gastronomia


Estava lendo o blog da Ju e me deparei com um post no qual ela fala sobre comida. Um assunto que os ítalo-descendentes adoram. É bonito de ser ver. Posto aqui o que ela escreveu porque ela me autorizou a postar aqui o que gostar do blog dela. Deu água na boca, não deu não?! Hummmmmmmm...
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Domingo Pé na Jaca

Domingo é sinônimo de comer bem (e muito!). Até hoje, me recordo dos Domingos passados na casa da minha avó. A gente ia almoçar e tinha, invariavelmente, carne de porco, galinhada, polenta e macarrão. Mineiro mistura tudo e em uma família Ribeiro/Malta/Batista/Ferreira/Cecchinato (Signato)/Melo não poderia ser diferente. A variedade de ascendências estava clara, na mesa, e no ambiente alvoroçado. Era muita agitação para um lugar só. Crianças por todos os lados; o povo falando e muita comida. Era bom e o é até hoje.

Lógico, o cenário mudou. Não almoço na minha avó mais. Alguns personagens saíram de cena, entraram outros. Vivo longe, não sou mais criança. E por aí vai. Um traço, no entanto, se conservou. Continua sendo o dia dos prazeres gastronômicos. Eu, pelo menos, não fico pensando se vou engordar. Dedico-me aos sabores e, se der, faço uma caminhada (ou corro) no final do dia. Nem me importo, de verdade. Estes dias me falaram, inclusive, que devemos comer bastante um dia da semana para dar o “choque calórico” no organismo. Eu não sei a veracidade da notícia, nem procurei me informar. Vai que acho um espírito de porco para falar que não é comprovada. Melhor manter a alegria, mesmo que seja pura ilusão. Domingo é dia de comer e ponto. Decidi, tá decidido e foi assim que levantei hoje.

Acordei cedo e resolvi “devorar” o blog da Lau. Primeiro, fiz a panqueca com a massa de ricota (receita aqui). Ficou deliciosa, a melhor massa de panqueca que já comi. Colocamos Nutella e brincamos de comer. Perfeita! Depois, mais tarde, fazendo jus à porcentagem de Cecchinato no meu sangue, almejava loucamente uma massa com tomate seco. Resultado? Fiz este macarrão (receita aqui), também de Saias, Cadeiras e Panelas. Delicioso, simples de preparar. Divino! A berinjela, com o queijinho, o tomate seco e o macarrão ficaram bons demais. Uma verdadeira tentação!

E que venha a semana, com muita corrida e academia para compensar. Ah, me esqueci, nem precisa. Tem o tal do “choque calórico”. :-)

Ps: fiz com macarrão integral. Não tinha outro em casa e ficamos com preguica!

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Vita Prada


Estava lendo o blog da Ju e me deparei com um post sobre o livro "Vita Prada" do qual gostei bastante. Fiquei até interessada em lê-lo porque também tenho formação em negócios e interesse neste tipo de assunto.

Posto abaixo o que ela escreveu. Valeu, Ju!

Ah, pessoal, meus clientes e eu mesma temos viajado bastante pela Itália. Em uma próxima oportunidade, volto com um post sobre viagens! Não percam! rsrs.

...


Eu comecei a ler "Vita Prada", do Gian Luigi Paracchini, com o intuito de saber mais sobre o negócio Prada. Como sou administradora, sempre tento me informar à respeito de idéias e marcas que prosperaram. É motivador, me deixa mais animada e criativa! Em geral, há um fator profissional a se extrair deste tipo de livro, mas, neste caso, aconteceu algo um pouco diferente. O que me atraiu mesmo foi a história de amor e parceria entre as fortíssimas personalidades de Miuccia Prada e Patrizio Bertelli.

Não vou negar! É bastante animador saber que duas pessoas que provavelmente seriam prósperas sozinhas, o foram mais ainda em casal (e em todos os sentidos!). E o melhor? Sem aquela mentalidade de um abrir totalmente mão do que é pelo outro. Sem gente choramingando pelos cantos por ser fracassado em função do sucesso alheio, muito pelo contrário!

Eles são eles mesmos e, de um jeito interessantíssimo, impulsionam um ao outro - se completam, mesmo sendo bastante diferentes e tendo um início de história um pouco conturbado. Adorei! Gosto de personagens assim, complexos e cheios de paixão por tudo que a vida oferece. Admiro os fortes, presentes, ousados e que não se delimitam. O casal, por exemplo, não se restringe só à moda! São apaixonados por arte, arquitetura, esportes, comida, família ...

Amei e confesso: acabei o livro mais motivada não só para meus negócios, para a vida em geral! Algumas decisões não são fáceis, mas se formos fortes, sinceros e seguros, dão certo. Ah, se dão!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Cinema Paradiso

Oi Pessoal


Como está chegando o fim de semana e um filme sempre é um programa agradável, deixo a dica de um para vocês, sobre o qual li no Blog da Ju. Copio e colo o que ela postou. O post é sobre o "Cinema Paradiso", um dos clássicos do cinema italiano.


Recomendo e adoro também!


Bjos


Kel



"Cinema Paradiso


Gente, estes dias estava com insônia e resolvi assistir a "Cinema Paradiso" novamente, não me arrependendo, lógico. Aih, como é linda a história de paixão do menino Toto pelo cinema e também a de amizade dele pelo Sr. Alfredo! Dei uma saudade de quando era criança! Que nostalgia!


O filme segue em um ritmo agradável de se ver, mesmo se passando em uma época onde a realidade italiana não era lá das melhores. A história se passa em uma Itália pós II Guerra, onde a censura (principalmente por parte da Igreja Católica) funcionava a todo vapor. Cortes e cortes, nas obras cinematográficas, mas, mesmo assim, como uma das únicas diversões da época, o pessoal ia e se estapeava para poder entrar e assistir.


Demais, vale super a pena ver! Adormeci pensando na minha infância e no quanto a vida realmente passa rápido (ihhhhhh, se passa). É um "raio", gente, temos que aproveitar e nos preocupar com o que realmente vale a pena.


Bjos


Ju"


quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Seria o Momento de Ir para a Itália Reconhecer a Minha Cidadania?

Escrevo este post pensando em uma amiga que ainda tem dúvidas se opta por fazer ou não o reconhecimento da cidadania de seus filhos.


A sua dúvida é a de muitos neste momento. Com os rumores de uma Europa em crise e “teoricamente” sem tantas perspectivas de trabalho, quem está numa situação economica privilegiada no Brasil sempre se questiona se obter o reconhecimento da cidadania na Itália seria uma boa opção.


Sem querer ser tendenciosa, acredito que o fato de se ter uma outra cidadania, consista sempre em vantagens. Que me desculpem os do movimento eu quero somente voltar as minhas origens, porque sei que muitos de vocês lutam e também lutaram por este reconhecimento por muito mais questões pessoais e sentimentais, que motivos econômicos. Portanto, deixo claro: - respeito muito isso!


Mas, expressando-me de forma objetiva, é evidente que o fato de você haver uma outra nacionalidade, neste caso italiana, lhe traga um mundo de oportunidades. Sendo prática e falando do cotidiano, por exemplo, um italiano poderá usufruir do sistema de ensino europeu a preços muito mais convidadivos que um brasileiro e este sistema de benefícios se estende a uma ampla rede de outros serviços, que, no Brasil desembolsaríamos uma fortuna para se obter. Uma exemplo é a questão da saúde. Isso porque, embora o Brasil esteja em crescimento econômico, ele ainda não apresenta o sistema social tão desenvolvido quanto o Europeu.


Portanto, não creio que essa seja uma decisão que se deva tomar baseando-se no curto prazo. Até porque, a Europa realmente passou por uma crise, que já teve momentos piores, mas isso não significa que os governos “estejam parados” esperando o mundo acabar.


Hoje mesmo estava lendo no “Corriere della Sera” que o governo reinicia o plano para alavancar a economia. Escândalos sobre a vida pessoal do Berlusconi a parte, existe sim uma tentativa de melhorar os indíces econômicos - tanto da parte do governo, quanto de outras instituições. Por exemplo, anuncia-se a acelaração de obras públicas e programas de apoio à pequenas e médias empresas, no valor de um bilhão de euros. E convém ressalvar que programas como estes estão acontecendo também em outros países da União Européia. Então, é dar tempo ao tempo para os resultados aparecerem.


Sintetizando, caro leitor, ao optar por fazer a sua cidadania na Itália não pense somente no curto prazo e não creio que deva considerar somente aspectos econômicos. A Europa tem um patrimonio cultural de valor inestimável, escolas de qualidade e um ótimo sistema de welfare.


Aqui seria o lugar ideal para se fazer uma pós ou até mesmo uma faculdade, e e em outra língua, é claro. Isso é bem enriquecedor para o curriculum de qualquer um.Vocês não acham?

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Diesel


Estava pensando no que escrever dentro do assunto "Coisas da Itália", quando tive a idéia de falar sobre "marcas italianas" conhecidas não só aqui como no exterior, o que não é muito simples.

A Itália foi o local de origem da criacão de vários nomes almejados por consumidores do mundo todo. Para citar alguns, dentre vários, temos Dolce Gabbana, Ferrari, Armani, Fendi, Diesel...Fica complicado escrever a respeito de todos de uma só vez, o que me leva a criar um segmento novo no nosso espaço.

Amigos, hoje é o primeiro post de muitos sobre "Marcas Italianas" e resolvi escrever sobre a Diesel.

A Marca Diesel foi criada em 1978 pelos italianos Renzo Rosso e Adriano Goldschmeld, em Milão e, apesar de ainda não ser reconhecida mundialmente naquela época, já havia a pretensão de sê-lo, o que fica claro pela história da escolha do nome. O mesmo foi escolhido porque a palavra significa a mesma coisa em todo o mundo e pode ser pronunciada da mesma forma em diversos idiomas. É, deu certo...

Hoje em dia, principalmente no seguimento de jeans, o êxito é incontestável. A marca está relacionada a sucesso e estar na moda, de forma despojada, em mais de 100 países. A empresa vende mais de 25 milhões de calças anualmente, a precos considerados superiores a maioria dos concorrentes, e tem um processo de fabricação muito particular. As peças são confeccionadas quase que artesanalmente e uma costureira ganha em média R$ 12.000,00. O diferencial é a originalidade e a criatividade, presentes fortemente em todos os setores da empresa.

Nas campanhas publicitárias, a irreverência se destaca. A organização, que se esforça em relacionar a marca a um estilo de vida bem sucedido, não economiza na ousadia e criatividade. Em uma delas, por exemplo, mostravam negros africanos milionários tomando champanhe e comendo caviar em limusines. O cliente Diesel, Diesel Important People, não compra somente um produto, ele adquire toda uma mensagem junto com ele, que é reforcada, anualmente, pelos gestores da empresa. Os italianos realmente conseguiram criar uma marca (e império!) forte quando o assunto é Diesel!

Por hoje, é só, mas, no futuro, pretendo escrever sobre outras marcas! Espero que tenham gostado!

Ah, se quiserem saber mais sobre a empresa e sobre outros produtos Diesel, entrem no site.


sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Cartas para Julieta

Estava lendo no blog da Ju e ela escreveu sobre um filme o qual se passou, em parte, aqui em Verona! Eu assisti e realmente é bem bonitinho! Deixo a dica e o que ela escreveu...Ah, não se esquecam também de assistir a "Comer, Rezar e Amar". A parte "comer" se passa por aqui! :)


Bom final de semana!


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Cartas para Julieta


"Letters to Juliet" ou "Cartas para Julieta", como foi traduzido no Brasil, é um daqueles filmes fofos, onde você sai do cinema flutuando! Em termos de classificação é uma comédia romântica, sendo que o segundo predicado se destaca bem mais do que o primeiro. Poucas são as cenas engracadas, ao passo que o filme é todo romântico, comecando pelo cenário.


A história se passa boa parte em Verona, sim a cidade de Romeu e Julieta, e tem como pano de fundo aqueles lugares maravilhosos e charmosos. Tudo muito exuberante e doce, como a personagem principal Sophie, interpretada pela Amanda Seyfried. Uma verdadeira "menininha doce, com passado difícil, esforcada e 100% correta", um chavão, mas, bom, é bonitinho! Aliás, ela namora com Victor, Gael García Bernal, que faz um papel muito diferente de que tudo que costuma fazer. Interessante vê-lo em um personagem mais leve...


Resumindo, o filme é indicado para relaxar! Não é um daqueles onde você fica 5 dias pensando sobre o "recado"! Caso queiram saber mais, leiam a sinopse aqui.


Finalizando, deixo uma foto da belíssima Verona! Aih, como esta Itália é charmosa, meu Deus!


Beijos e bom final de semana!


Fonte da foto: http://www.destination360.com/europe/italy/images/s/italy-verona.jpg

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Chianti

Fonte da foto: http://www.destination360.com/europe/italy/images/s/wine-tours-chianti.jpg

Faz tanto tempo que prometi falar sobre vinhos, mas o tempo foi passando, outros assuntos foram vindo e acabei desviando-me deste tema.

O problema de falar sobre vinhos começa quando não quero cometer nenhuma gafe, pois, principalmente aqui na Itália, é um assunto sério e muito complexo. Então, tive que fazer uma pequena pesquisa e conversar com quem entende um pouco do assunto para, depois, fazer o post.

Hoje, vou começar falando de um tipo de vinho, que é sensação no momento, principalmente no Brasil por causa da novela Passione:- o Chianti.


Este vinho que, segundo dados históricos já existia no século XIII, é considerado um produto tipicamente Toscano porque é e sempre foi produzido nesta região da Itália. Como expliquei anteriormente, o assunto vinho aqui é tão sério que existem várias disciplinares da parte do governo que determinam onde um tipo de vinho deve ser produzido e que tipo de uvas devem ser usadas na produção do mesmo.


A produção do verdadeiro Chianti pode ser elaborada entre as províncias de Firenze e Siena e regiões específicas, situadas nas províncias de Arezzo, Pisa, Pistóia e Prato. Um Chianti, para ser Chianti, deve ser composto dos seguintes tipos de uvas, nos seguintes percentuais:


  • Sangiovese: 75% - 100%;
  • Canaiolo Nero: 0% - 10%;
  • Malvasia Bianca Lunga: 0% - 10%;
  • Trebbiano Toscano: 0%-10%
  • Outras: 0% - 15% - secondo zona e tipologia

A uva Sangiovese, maior componente na produção do Chianti, é muito usada na produção de vários outros tipos de vinhos tintos. Isso porque, como é muito sensível ao clima e ao terreno e o seu sabor pode variar em função destes fatores externos, acaba se tornando uma uva de grande qualidade e tipicamente toscana.

Vão aí dicas de como reconhecer esta tipologia de vinho:

1-Verificar a composição, lembre-se da uva sangiovese.

2-Certifique-se que o mesmo foi produzido em uma das províncias italianas citadas acima.

3-Verificar se a garrafa apresenta a seguinte sigla: DOCG (Denominazação de origem controlada e garantida)


E é claro, ao saborear um bom Chianti, o mesmo deve apresentar as seguintes características organológicas:


Sabor harmonioso, frutado, seco, levemente tânico, e quanto mais envelhecido for, mais tendente a ser suave será o sabor. Ademais, deve haver um odor intenso de vinho e a cor deve ser rubi forte.


Ainda pesquisando sobre o assunto, falei com a brasileira Elizabeth Scartezini, que trabalha há um tempo com vinhos toscanos e está fundando uma importadora e distribudora de vinhos no Brasil. Ela me informou que em breve Curitiba e região haverá a disposição os seguintes tipos de Chianti:


  • Chianti Gallo Nero
  • Chianti Colli Fiorentino
  • Chianti Pisano
  • Chianti Senese


Tipologias muito famosas e conhecidas aqui na Itália...


Enfim, amigos, se tiverem a oportunidade, tanto no Brasil quanto aqui na Itália, não deixem de apreciar um bom cálice de Chianti.


Não é a toa que este vinho vem sempre sendo citado seja pela literatura, pelo cinema e, agora, pela TV Brasileira. Ele aparece em umas das célebres estórias de “Sherlock Holmes”; é mencionado, por Antony Hopkins, durante uma de suas reflexões como Hannibal Lecter no filme o “Silêncio dos Inocentes” e, bom, está na já citada novela global Passione.


No próximo post sobre vinhos explicarei o conceito de DOC e DOCG.


E para finalizar, uma taça de chianti e saluti a tutti noi!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

"Mil Dias em Veneza"


Os livros talvez sejam uma das formas mais interessantes de "contato" com tempo, espaco, idéias, visões e experiências diversas. Ninguém sai imune a uma pruducão literária e, aproveitando o momento, posto uma dica da Juliana relacionada a nossa "bella" Itália. A dica? O livro "Mil Dias em Veneza", da Marlena de Blasi. Abaixo, segue o que ela escreveu...Não vejo a hora de ter um tempinho para lê-lo e também para visitar, novamente, esta linda cidade!


...


Um homem, uma mulher e uma cidade encantadora. É disso que se trata o livro "Mil Dias em Veneza", da Marlena de Blasi, o qual acabei de ler, e tenho que ser sincera: no começo, pensei que fosse odiar (meloso demais para mim!), mas, "peguei gosto" com o desenrolar da história de amor. Complicado não se deixar entreter por uma narrativa que se passa em Veneza!


A cidade de "La Marangona", um dos mais antigos sinos de S. Marco, enche a cabeça de idéias e sonhos, descritos detalhadamente por Blasi. Sabe, lendo o livro, conseguia me imaginar nas ruelas e becos úmidos daquele lugar onde estive há quase 10 anos. Interessante como os livros têm a capacidade de nos remeter a memórias que pensávamos estar esquecidas!


E a comida? Gente, como Blasi tem dons muito apurados na gastronomia, ela consegue passar bem o prazer que sente ao cozinhar e preparar tudo! Deu até vontade cozinhar, fato esse que seria extremamente perigoso para o resto da humanidade! :-) Simplesmente encantadora a descricão dos pratos e dos sentidos ao se desgutar. Hum, delícia! Quase tão deliciosa quanto a história de duas almas que se "encontram", literalmente (enredo do livro).


Hoje em dia, com tanto pragmatismo, é complicado aceitar que duas pessoas possam abrir mão parcialmente de seus planos pessoais e fazer um só, delas mesmas - mais forte e com mais significado. Mas, com o passar do tempo, vai se vendo que é possível. Até eu, uma fã da heroína Salander (da Trilogia Millenium :-P) tendo a acreditar!


Outro ponto também bem interessante do livro é a descricão de algumas nuances da cultura italiana. Aih, muito engraçado quando ela (uma americana) fala da dificuldade que teve em entender as entrelinhas e o jeitinho de um povo que, de imcompreensível, passa a adorável em dois segundos! A cena do italiano revirando os olhos e jogando as mãos aos céus vem involuntariamente. Tudo muito dramático, tradicional e charmoso!


É, o livro vale a pena e fecha com chave de ouro. No final, há receitas de pratos preparados por Marlena (tudo bem que eu jamais ousaria tentar!) e um guia com dicas de passeios românticos pela cidade de Veneza. Recomendo! Obrigada, Julia, por ter me presenteado com este livro!

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Dolomiti – Uma Maravilha

Voltando para a casa depois de alguns dias de férias, tive a idéia de escrever este post sobre dicas de lugar a se visitar aqui na Itália, já que fiz um passeio maravilhoso e faz tempo que não postamos sobre “coisas da Itália”, em geral.


Bom, na contramão de muitos que preferem aproveitar o verão nas praias italianas, eu recusei um convite para ir conhecer a Calabria, que muitos dizem também ser linda, para viajar destino montanha, com o intuito de renovar as energias.


Lugar escolhido: - Alto Adige, Sud Tirol, mas precisamente Dolomiti, uma cadeia de montanhas que se situa no nordeste da Itália, fazendo fronteira com a Áustria.


A região, além de ser muito conhecida pelas estações de skis, apresenta uma flora muito rica. Fiquei encantada com a quantidade de lagos, cachoeiras, parques naturais e lugares para se fazer atividades ao ar livre que este local apresenta!


Veja a foto abaixo:


Este é o Lago Carezze. Nunca tinha visto nada igual!


Ainda, para quem gosta de história, tivemos a oportunidade de voltar no tempo, caminhando entre as trincheiras da Primeira Guerra Mundial. Aliás, há uma série de grutas, que hospedaram muitos soldados italianos durante a guerra. A montanha lhes servia de moradia e de proteção. Assim, se você tiver um pouquinho de disposição para caminhar, poderá ver isso tudo de perto - existe um museu (também conhecido como Forte Tre Sassi) a céu aberto, com cerca de 05 km de extensão, entre o passo Falzarego e Valparola, em proximidade de Cortina d’ampezzo, que retrata momentos da guerra.


E, para finalizar este post, não posso deixar de comentar sobre a diversidade cultural entre esta região da Itália e a Toscana. Por um momento, pensei estar na Aústria ou Alemanha, uma vez que as construções são muito parecidas com a desses países da Europa. Ademais, a alimentação também é diferente. Esta é uma parte da Itália onde a “pizza” não é um dos pratos principais. Entretanto, o que mais me chamou a atenção foi o italiano com um sotaque realmente diferente de tudo o que eu já tinha escutado por aqui - em alguns lugares, pude até escutar um dialeto bem parecido com o Alemão. Aliás, em certos instantes, parecia estar no Sul do Brasil..rs. Agora entendo porque o povo do Rio Grande fala com aquele sotaque. Com certeza, herança dos ancestrais italianos/alemães que para lá migraram. Depois de vivenciar isso aqui, não tem como negar a influência desse fluxo migratório sobre a língua portuguesa no Brasil.


Então, para os que gostam de aventuras e sempre estão em buscas de novas descobertas, fica o convite: - Visitem esta “bella” parte da Itália!


Ps: vejam mais fotos desta encantadora parte da Itália no meu perfil do Facebook!

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Um Filme e Um Livro

Oi Amigos (as)


Estou sumida, eu sei, mas, aos poucos, vou voltando com dicas, curiosidades e tudo o mais que envolva a Itália e Cidadania Italiana. Não nos abandone. Se, às vezes sumimos, é por pura falta de tempo mesmo!


Pessoal, hoje gostaria de postar duas dicas: um filme e um livro.


A primeira recomendação é o filme "Sob o Sol da Toscana". Estes dias, uma amiga postou que o assistiu, no Facebook, e eu me lembrei de como ele é maravilhoso! Um pouco mais para o gosto feminino (rsrs), mas vale a pena também para os homens. Afinal, a paisagem é linda (sou suspeita por morar aqui...adoro!) e a mensagem também. Nesta vida, o importante é ir atrás e não se adaptar a situacões as quais não estejamos confortáveis. Vale a pena assistir! Algumas cenas têm peculiaridades muito engraçadas sobre a cultura italiana. O máximo! Ps: se sua primeira reação foi largar tudo e comprar uma chácara na Toscana, não se assuste, é normal! :-)



Já a segunda indicação vai para quem pretende aprender a língua italiana. Com professor ou de forma auto-didática, o livro "Italiano para Brasileiros", da Lydia Vellaccio e do Maurice Elston, é muito bom! Eu mesma o adquiri, antes de vir para cá, e me foi de grande utilidade. Olhando agora em alguns sites de vendas, vejo que o preco (em torno de R$ 60,00) não é muito barato, a primeira vista, mas, bom, acredito que compense pelo custo benefício. Ele é bem didático e conciso.


Meus queridos leitores, por hoje, é só. Estou cheia de novidades e, na medida do possível, posto aqui para vocês!


"Arrivederci"!

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